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Archive for the ‘Coaching’ Category

Coaching video

Como já tenho escrito em posts anteriores, dar coaching é um dos melhores complementos para um jogador de poker profissional. É algo que tenho feito regularmente desde o fim de 2009 e apesar do tempo que tenho investido para dar as sessions de coaching (e que reduzem o meu tempo de grind) é algo que não me arrependo de maneira nenhuma!

Para além de ser algo que gosto de fazer, é uma forma de ajudar jogadores com menos experiência a melhorar e faz com que muitas vezes repense o meu jogo, quer ao nível mais básico quer nas situações mais avançadas.

Já tinha planeado à algum tempo postar um video de coaching mas devido a falta de tempo, entre outras coisas, acabei sempre por não editar e fazer o upload de uma coaching session. E para não continuar em falta deixo aqui uma session review feita com o intuito de me introduzir na escola de poker Beatdagame (infelizmente o site não teve condições para continuar a funcionar). E nada melhor que re-aproveitar o vídeo feito para a Beatdagame e utilzá-lo aqui no blog.

São livres de aproveitar o que quiserem do HUD que uso no video em 6max NL Holdem. Fica uma pequena nota, o vídeo jà foi feito à alguns meses (mesmo antes de a Lock ter mudado da Merge Network para a Revolution Network) por isso vão notar que as mesas da Lock Poker já não estão iguais.

Mais info sobre aulas na secção de coaching.

Boa sorte nas mesas ppl!

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Free Coaching BlueFire Pros

Tenho estado a estudar alguns dos vídeos do Phil Galfond e companhia na BlueFire Poker e até agora os conteudos que tenho visto são bastante bons. Se quiserem apostar num site de coaching para cash os que aconselhos são DeucesCracked, Leggo Poker e Blue Fire Poker. O DragTheBar não achei tão bom (parece repetir muitos conteudos da antiga StoxPoker) e a CardRunners parece-me cada vez piorzinha.
Mas se quiserem começar já a ver alguns videos de coaching do Phil Galfond e outros pros da BlueFire sem subscreverem a Bluefire Poker que pede 99$ + 29$ inicialmente, recomendo que dêm um pulo na PokerStatic.com e vejam alguns dos videos de estratégia que estão lá. Estes videos estão disponiveis para todos e acabam por ser coaching à borla 🙂
Um bom exemplo disso na secção poker-static-strategy é o video onde o Phil Galfond e Jason Senti falam de mãos para dar call a 3bet, como jogar segundo par num 3bet pot, etc…

Dêm uma espreitadela 😉

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O que é mais difícil no Poker?

Inicialmente tinha a ideia de conseguir fazer uma poll todos os meses. Com a falta de tempo para escrever percebi que fazer um questionário por mês era uma estimativa demasiado optimista 🙂
De qualquer maneira pretendo fazer mais polls assim que os temas forem surgindo. Depois da primeira poll onde deu para ficar com uma ideia dos stakes jogados pelos leitores do blog, este novo questionário vem mostrar o que cada jogador considera mais dificil neste jogo.

Primeiro que tudo quero agradecer a participação. Houve mais de cem respostas e cada leitor só podia escolher no máximo 3 opções.

Aqui fica o ranking definido pelos leitores sobre o que é mais dificil no poker e algumas sugestões em como abordar cada questão:

1º Conseguires encontrar as falhas específicas do teu jogo (24 votos)
– Este é um ponto essencial para qualquer jogador que queira compreender as suas limitações e saber o que tem a melhorar. O melhor a fazer para percebermos as nossas falhas é ter o nosso jogo “analisado” por outros jogadores. Sempre que possam peçam a um jogador mais experiente e que de preferência já tenha batido o stakes onde vocês jogam para vos ver jogar. Peçam ajuda na revisão de mãos e discutam cada passo da acção onde têm dúvidas. Tipicamente temos muito mais facilidade em compreender as falhas dos outros que as nossas… e no poker isto não é excepção.
Outro aspecto importante ao procurar ajuda para encontrar falhas no jogo é a pessoa a quem recorrem: idealmente a melhor opção é escolher um coach que esteja habituado ao processo de analisar e rever o jogo de outros jogadores e que consiga transmitir bem as ideias. Obviamente que o jogador a quem recorrem pode ajudar mesmo que não esteja habituado a fazer sessões de coaching, mas certifiquem-se que o jogador já bateu os stakes que jogam, e que compreenda bem o jogo quer na vertente prática quer na parte teórica. Nada pior do que mudar o que resulta e está a ser bem feito 🙂

2º Compreender o que tens de melhorar e adaptar para subires com sucesso para o próximo stake (16 votos)
– A subida de stakes pode ser das alturas mais complicadas para um jogador de poker. Muitas vezes ao subir de stakes não há informação sobre o estilo de jogo dos jogadores desse novo limite. Com o nível de agressividade a aumentar fica a ideia que todos os jogadores estão a fazer “moves” contra nós e que detectam facilmente que não pertencemos aquele stake.
A minha recomendação é que joguem tal e qual como estavam a jogar no limite anterior. Se resultava no limite anterior também resulta no próximo. Se acham que existe um ponto especifico do jogo que deve ser adaptado, então façam-no antes de subir de limites e “testem” o efeito dessa mudança nos stakes que dominam e estão confortaveis.
Para além dos critérios de bankroll o aspecto mais importante! na subida de stakes é sem dúvida a confiança que têm no vosso jogo. A melhor altura para subir de stake é quando estamos a destruir o stake anterior e estamos extremamente confiantes no que fazemos. Não recomendo de todo fazer a subida numa altura em que não se esteja “mentalmente” forte. Ter confiança no nosso jogo actual é o elemento mais importante para uma subida de stakes com sucesso.
Para além disso é nesta fase de mudança no poker que é mais importante ter acompanhamento de outros jogadores regulares que joguem em stakes iguais ou superiores.

3º Compreender conceitos de poker e aplicá-los enquanto jogas (15 votos)
Isto é o que considero a parte de estratégia do poker. Aqui ninguém tem desculpas, desde livros, videos e foruns de coaching… a informação está por todo o lado. Aqui é preciso dedicação e estudo! Há vários sites muito bons (Deuces Cracked, BlueFire, DragTheBar, CardRunners) com imensa informação. Se o problema é compreender conceitos de poker então acho que se deve esgotar estas fontes antes de se recorrer a um coach.

4º Conseguir parar quando se está a perder (13 votos), Não entrar em tilt por causa de bad beats (12 votos), Conseguir superar e ganhar confiança no teu jogo depois de um downswing forte (11 votos).
Estes são os aspectos psicológicos do poker. Há demasiadas coisas a dizer sobre a parte psicológica do poker e mesmo que quisesse não conseguia falar de todas aqui 🙂 Tentando resumir de uma forma muito simplista… devem sempre tentar separar a parte emocional do vosso jogo de poker. Sempre que jogam estejam totalmente focados no momento. Abordem sempre as decisões apenas com a parte racional e deixem as emoções para depois. Se não estão a conseguir gerir a parte emocional… parem o que estão a fazer e respirem fundo várias vezes e pensem no factor que vos está a destabilizar e aceitem-no. Quando isso não funciona só resta fazer uma pausa… se a pausa dura minutos, horas, dias ou semanas depende da situação e de cada um 🙂

Aspectos “menos” dificeis:
Gerir de forma segura a banca de poker
(7 votos)
Conseguir gerir a parte emocional relacionada com a quantidade de dinheiro que se perde numa sessão (3 votos)
Compreender e calcular as probabilidades associadas a uma decisão de poker (2 votos).
Apesar destes problemas terem menos votos não deixam de ser aspectos importantes.
Uma gestão de banca demasiado agressiva pode resultar num jogador “busto”.
Saber aceitar as perdas de uma sessão de poker “são ossos do ofício”… todos temos alturas que perdemos e quem julga o contário não está preparado para jogar poker.
Saber calcular probabilidades para um call correcto no poker é a difrença entre lucro ou perder muito $. Não dominar esta parte “teórica” do poker paga-se caro no longo prazo.

E termino aqui o resumo das respostas que deram ao questionário que esteve online no blog. Agradeço mais uma vez a participação de todos e se quiserem ver os resultados fica aqui o link. Espero em breve fazer uma nova poll e colocá-la online.

Mais uma vez… boa sorte nas mesas!

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Noções Pré-flop

Junho 21, 2010 7 comentários

Tinha a ideia de fazer um post com algumas mãos jogadas, com spots dificeis para serem analisados.

Mas quando comecei a analisar a parte pré-flop da primeira mão vi que já havia muita coisa a considerar. Deixo então as mãos para outro post e este fica só sobre jogo pré-flop.

Fica uma “framework” básica para avaliar a parte pré-flop de mãos quando se está a analisar sessões jogadas.

Que reads tens do oponente ?

  1. Para quem usa Holdem Manager ou Poker Tracker, utiliza a estatística apresentada no HUD para teres o máximo de informação sobre o villain.
  2. Que observações ou notas tens sobre esse jogador? Qual o meta-game que existe com esse jogador?  Ele perdeu vários pots grandes nas ultimas mãos? existe alguma dinãmica específica entre ti e esse jogador? ele tem tendência de fazer hero calls? costuma bluffar rivers quando falha draws?
  3. Idealmente tenta rever estas informações quando entras numa nova mesa para teres uma ideia do estilo de jogo de cada jogador.

Define o range pre-flop de mãos desse jogador:

  1. Utiliza toda a informação que tiveres disponível no HUD sobre o jogador. Algumas dos valores a ver são VPIP (voluntary put money in pot) – PFR (pre-flop raise) – 3bet (range de mãos que faz re-raise pré-flop), fold vs 3bet.
  2. Ele alarga o seu range de mãos consoante a posição? Ou a acção pré-flop dele apenas se baseia na força da sua mão e não na posição?
  3. Outras coisas a considerar: ele reconhece que o tentas isolar e jogar em posição? ele está a tentar jogar pots em posição com os jogadores mais fracos? ele tem noções do valor da mão e equity pre-flop?

Para um próximo post continuo com post-flop e faço a ligação com estas noções.

Agora já fica tarde e tenho poucas horas de sono até ao jogo de Portugal 🙂 Cya

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Como todas as sessões de poker deveriam ser

Boas desde meio do mês, quando acabou a primeira rakerace, tenho estado a jogar poucas horas.

Hoje fiz duas sessões curtas em que joguei apenas NL200, que ao todo nem foram bem 3 horas.  Hoje foi daqueles dias que estive a jogar o meu ‘A-game’ e que as cartas deram a ajuda necessária. Joguei concentrado,  pressionei ao máximo os jogadores que tinha posição e aproveitei quando eles reagiam nas piores alturas.

Não é minha intenção fazer um brag post, mas a verdade é que o poker pode dar umas surpresas agradáveis em dias como este, em que se joga três horas e que corre praticamente tudo bem. Mas é inevitável que noutras alturas este mesmo jogo se mostre um desafio frustrante, em que num mês em que jogamos muito concentrados, em constante evolução e com muito volume de mãos, chegamos ao fim para estamos breakeven ou pior. O importante é estar confiante no nosso jogo e ter razões para essa confiança, que os resultados aparecem.

Mais do que as 11 Buyins desta sessão o que se retira das boas sessões é o facto de que  qualidade > quantidade. As boas sessões são o resultado de jogar concentrado, fresco, com atenção aos adversários e de pensar a fundo cada acção de cada jogada.  A meu ver as boas sessões e os bons resultados não são favorecidas por sessões feitas em quantidade, num número interminável de mesas em simultaneo em que o jogo se deteriora e se joga num estilo de “autopilot” que não explora ao máximo as situações e as fraquezas dos adversários.

Aproveito para deixar as palavras do Tommy Angelo (coach do Deuces Cracked) que são fundamentais como base para as boas sessões de poker:  Right View / Mindfullness / Right action / Tiltlessness.

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